Olá! Você encontrou o meu diamante cinza (de novo!?). Eu passei a noite ansioso para ter esse encontro com você. Fiquei pensando nas tantas histórias... Não parece, mas todo mundo já passou por tanta coisa, mesmo que seus dias pareçam sempre a "mesma coisa". Quando sua mãe pergunta "como foi no colégio hoje?", e você responde um "normal, mãe!". Ou mesmo quando você pergunta pro seu namorado (a) sobre seu dia no trabalho, e tudo o que ouve é um "cê sabe, o de sempre". Poucos percebem o quão repleta de detalhes é nossa vida. São tantos momentos, gestos, palavras e pensamentos... Tantos fatores em um único dia, e todos fazem parte de você, mesmo que não sejam devidamente notados.
Mas GC, não dá pra notar em tudo, só no que é importante! E eu sei, mas você sabe o que realmente importa? Você valoriza o que importa? O que é realmente importante pra você? Essas questões são valiosas para aqueles que não querem passar batido pela vida.
Refleti muito sobre que tema deveria abordar no meu segundo post (americanizado sim!), pois achei que deveria ser importante. Considerando que tenho alguma dificuldade em falar de mim, e são tantas histórias pra contar, que eu pensei "O que é importante o suficiente pra que eu comece por lá?". Foi então que parei pra pensar no momento em que senti que minha vida estava só começando. Então percebi: o mais importante não era o "Deus acima de tudo" (são pouquíssimas pessoas no mundo que podem dizer isso com total sinceridade. Os outros 95% são pura hipocrisia, seja realista), ou meu pai (não que eu tivesse um) e minha mãe, mas sim aquele momento. O momento visionário, idealista, sonhador, inocente, genuíno, esperançoso de uma criança de treze anos que acabara de conhecer sua melhor amiga no mundo. A primeira pessoa que se fez parceira e presente na minha história. A primeira pessoa que fez todas as outras não passarem de corpos andantes. A primeira pessoa que trouxe toda a luz e o silêncio que eu tanto precisava.
Todo mundo tem pelo menos um (a) BFF na vida, e eu também tenho. Ela era alta, morena, lindos cabelos cacheados, um olhar brilhante e um sorriso acolhedor. Ela morava com a mãe, o pai, e mais dois irmãos menores. Nos conhecemos no colégio, um dos poucos particulares que estudei na vida. Ela se destacava e eu observava aquilo, um tanto retraído, me perguntando o que seria aquele brilho em seu olhar. Era como um foco de luz que havia me hipnotizado e me atraído até ela. A maneira de andar, de agir, de sorrir, de falar e até o que ela falava. Tudo era tão... bom. Ela podia ter sido comparada a um anjo mas eu não tive tempo pra chegar a essa conclusão, afinal, eu era o novato da sala e portanto centro das atenções, considerando que todo mundo ali já se conhecia. O nome dela era L*****, e como uma boa espécie de representante da turma, ela veio toda acolhedora e mãezona, bem na minha direção. Aquela magrela.
É claro que eu adorei toda a atenção, e L fazia você se sentir tão especial. Sempre houve esse dom dentro dela, de te contagiar, e eu agradeço até hoje por essa luz. Era apenas o primeiro dia de aula (ou seria o segundo!? (a gente nunca entra em acordo rs)), e eu já estava sondando suas coisas preferidas, avaliando, e logo perguntando se ela queria ser minha melhor amiga. Assim mesmo. A inocência da idade (pausa pro suspiro nostálgico).
Descobrimos morar no mesmo lugar, o velho Condomínio X. Eu tinha acabado de me mudar, e uma vez que eu me mudava todo santo ano, nunca tinha amigos ou um colégio fixo. E foi ali, que eu finalmente parei por mais de um ano, e tive a L. Numa tarde ela já estava gritando por mim na janela, e eu fui olhar. Foi uma invasão de felicidade dentro de mim. Minha mãe deu carta branca e eu desci três lances de escada como se minha vida dependesse disso. E de certa forma dependia. L estava lá, toda linda, toda meiga, toda ela. Foi o início de uma grande amizade. Eu desenvolvi tanto afeto por ela, e tão rápido, que logo passei a chamá-la de irmã. Foi uma coisa minha que eu costumo dizer que inventei e é muito significativo. O pensamento é simples: se você é minha melhor amiga, eu te conto tudo, você me conta tudo, eu te ajudo, você me ajuda, eu faço tudo por você, e não espero que você faça o mesmo por mim. Assim como também não era necessário quaisquer "obrigados" entre nós, pois como irmãos, devia como deve ser normal fazer coisas um pelo outro. Sem necessidade de agradecer. Portanto, diga obrigado para estranhos. Anos depois veio Orphan Black e as clones "irmãs". Juro que me senti plagiado (rsrs (love you Tatiana Maslany!)).
Só um bimestre se passou, e eu saí do colégio particular. Minha mãe teve dificuldades e eu também sempre fui péssimo em matemática. Tirei minha primeira nota realmente ruim (prefiro não comentar). Mas isso não me abalou, pois pensei o seguinte: o colégio particular tinha sido apenas o rumo até L, e uma vez encontrada, não precisava mais ficar naquele caminho, ele tinha acabado. Foram muitas aventuras no Condomínio X, de caça ao tesouro a reviravoltas amorosas. L sempre fora muito romântica, e era perdidamente apaixonada por D, que conhecia desde criança. Tinham praticamente crescido juntos, e ele era o amor platônico (ou não) perfeito pra ela. D também morava no Condomínio X, e era pelo menos um ano mais velho que nós dois. Enquanto L morava no bloco 3, eu morava no bloco 7, mesmo bloco do D (note que o condomínio podia ser velho mas era grande). Eu fui o cupido que tentou de todos os lados unir aqueles dois indivíduos. Mas se tinha uma característica extremamente diferente nos dois, seria a seguinte: crença.
A pior coisa pra se ser diferente de alguém naquele tempo era justamente essa, a crença. Especialmente se você estivesse disposto a abrir mão de pessoas devido a ela. De um lado: L, a religiosa, e do outro: D, o cientista. Pense num negócio difícil. Porém, não foi impossível. L e D formaram um casal, e foram felizes para s... (Plot Twist na área). As diferenças existem, e quem não sabe lidar, sai perdendo. L e D foram felizes na primeira e segunda vezes que engajaram num romance, que fora — sem sombra de dúvidas — épico. Entretanto, foram muitas brigas, e muitos braços não dando a torcer. Enfim, o fim, mas não exatamente o fim. Hoje, tanto L quanto D se amam (de um jeito platônico), e assim como terminaram, estão até agora, se respeitando e desejando o melhor um pro outro (CONFESSA que você queria que estivessem se odiando (me ignora!)).
Na minha humilde opinião, esse amor é o verdadeiro amor. Você quer o melhor para a pessoa, mesmo que o melhor não seja você. Não se inclui obrigatoriamente, pois ama, e quem ama literalmente liberta! O amor é livre, e se você não está pronto para libertar, não está amando. Assim somos eu e L: dois irmãos que se amam verdadeira e genuinamente, e portanto não estão sempre presos um ao outro. Ela está na Argentina (WTF!? (É, eu sei)), realizando seu sonho de espalhar a palavra de Deus, e eu não a vejo há quatro anos. Mal temos fotos juntos também, pois você bem sabe: quando estamos com A pessoa, esquecemos de registrar o momento pois o mais importante é vivê-lo. Mas é claro, estamos em contato, e agora você também está.
Conto com você no próximo post. Estarei aqui pronto para soltar mais uma história, lições ou mesmo plot twists (kkk). Espero que tenha captado ao máximo da mensagem que tentei passar, e esteja mais atento ao que é realmente importante pra você, e dedique amor à isso. Tem alguma dúvida ou sugestão? Deixa aí nos comentários que eu te respondo sem falta!
XOXO
— GC
Curioso pra conhecer mais...
ResponderExcluirDigo o mesmo. É uma jornada de auto descoberta! Haha.
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